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  • nádiamaria

Eros & Psyche


Eros

Eros (em grego: Ἔρως), na mitologia grega, era o deus do amor. Era um dos Erotes. Primeiramente, foi considerado como um deus do Olimpo, filho de Afrodite com Ares, ou apenas de Afrodite, conforme as versões.


Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.


Já Platão, descreve por "Eros" o conceito geral para Amor. Eros segue o sentido de energia vital em geral ou integradora da psique, o que se aproxima do significado original de amor, e sua forma verdadeira abrange principalmente o amor divino, ajudando a alma a se elevar e recordar o conhecimento da beleza, o que contribui para a compreensão da verdade espiritual. Os amantes e os filósofos todos são inspirados a dizer a verdade pelo Amor. O trabalho mais antigo e famoso sobre o tema eros é O Banquete de Platão, que é uma discussão entre amigos de Sócrates sobre a natureza de eros.


Eros pode também ser definido como a atração para a perfeição ou integralidade, e é usado para descrever a satisfação entre o amante/amado e o humano/deus.


O Eros é contrastado frequentemente com termos gregos paralelos “philia” e “ágape,” significando, aproximadamente, amizade e afeto (ternura), respectivamente.


Na psicologia analítica de Carl Jung, a contrapartida de eros é logos, um termo grego para o princípio da racionalidade. Jung considera logos como um princípio masculino, enquanto eros é um princípio feminino. De acordo com Jung:

“A psicologia da mulher baseia-se no princípio de Eros, o grande aglutinador e afrouxador, enquanto que desde os tempos antigos o princípio dominante atribuído ao homem é o Logos. O conceito de Eros poderia ser expresso em termos modernos como relação psíquica, e o conceito de Logos como interesse objetivo.”

Psique

Psique (do grego ψυχή, translit. psychḗ, originalmente "respiração", "sopro", por ψύχω, "eu respiro ") era, entre os antigos gregos, um conceito que definia o auto ("si mesmo"), abrangendo as ideias modernas de alma, ego, mente e espírito.


O termo grego psychein ("soprar") é uma palavra ambígua que significava originalmente "alento" e, posteriormente, "sopro". Dado que o alento é uma das características da vida, a expressão "psique" era utilizada como um sinônimo de vida e por fim, como sinônimo de alma, considerada o princípio da vida. A psique seria então a "alma das sombras" por oposição à "alma do corpo".


O significado da palavra psique é explicado pela associação entre a letra Psi e a palavra grega “Psyche”. Este último, embora no início tivesse sido usado para designar 'borboleta', evoluiu ao longo do tempo e passou a significar “respiração”, “espírito”, “sopro de vento”, e depois “alma” e “mente”.

Curiosamente, os gregos tinham a crença ancestral de que quando uma pessoa morria, exalava o seu último sopro de ar, e sua alma deixava o corpo voando como uma borboleta. Naquela época a borboleta era considerada um símbolo de imortalidade. Na mitologia grega a Deusa Psique era representada com a aparência de uma borboleta ou como uma donzela com asas de borboleta, simbolizando a metamorfose e o espírito imortal, após uma vida rastejante como lagarta.


…” Porque se diz que a alma tem asas de pássaro e voa aos céus, ou algumas vezes que é uma borboleta. A palavra psique significa também borboleta, assim a alma é apresentada em antigos monumentos com asas de borboleta. E todos os anjos têm asas de pássaros, eles são todos como pássaros. Por isso, quando os índios brasileiros dizem que são papagaios vermelhos, estão simplesmente afirmando que suas almas têm asas, que eles têm um ser alado dentro deles… E tal asserção contra os fatos é o começo da cultura, um ponto de vista acima do biológico.” (Jung, Seminários sobre visões)



Mito de Eros e Psique: