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Sem traços

“Certa vez, o Mestre taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta, voando alegremente aqui e ali. No sonho, ele não tinha mais a mínima consciência de sua individualidade como pessoa. Ele era realmente uma borboleta. Repentinamente, ele acordou, e se descobriu deitado em sua cama, uma pessoa novamente.

Mas, então, ele pensou para si mesmo:

“Antes, fui um homem que sonhava ser uma borboleta ou, agora,

sou uma borboleta que sonha ser um homem?”

Então, qual é o real – Chuang Tzu sonhando que é uma borboleta ou a borboleta sonhando que é Chuang Tzu?

. A mente não é a sua realidade – Você não é a mente, nunca foi e nunca poderá ser a mente.

Sua mente está cheia de palavras, tantas! e tanta conversa fiada – bla, bla, bla, bla, bla, bla – e isso continua incessantemente. A mente é exatamente como uma multidão; os pensamentos são os indivíduos. Elimine cada pensamento, cada indivíduo e, no final, nada restará. Perceba: não existe mente como tal, apenas pensamentos. Mas eles se movem tão depressa, que você não pode ver o intervalo entre dois pensamentos. Mas o intervalo existe sempre. E você é justamente esse intervalo.

Quando você acordar verdadeiramente, não alcançará um estado desperto da mente; alcançará a não-mente.

Nesse intervalo não há nem Chaung Tzu, nem a borboleta. Borboleta é uma combinação de pensamentos, Chuang Tzu, outra combinação diferente, mas ambas são 'mentes'.

Quando não existe mente, quem é você? Chuang Tzu (o Mestre) ou Borboleta? Nenhum dos dois.


. Uma das coisas mais fundamentais a serem lembradas é que qualquer coisa com que você venha a cruzar em sua jornada, você não é ela. Você é quem a está testemunhando. Pode ser nada, pode ser bem-aventurança, pode ser silêncio, mas uma coisa tem que ser lembrada: por mais linda, por mais encantadora que seja uma experiência com a qual você cruze, você não é ela. Você é quem a está experienciando. E se você continuar, o definitivo na jornada é o ponto em que não sobrou experiência – nem silêncio, nem bem-aventurança, nem nada. Não há nada como um objeto para você, mas apenas sua subjetividade.

O espelho está vazio; não está refletindo nada. É você.

Mesmo grandes viajantes do mundo interior ficaram presos em lindas experiências, e tornaram-se identificados com essas experiências pensando: "Encontrei a mim mesmo." Eles pararam antes de atingir o estágio final onde todas as experiências desaparecem. A iluminação não é uma experiência.

.

Não ser – e permitir que a existência se expresse em toda sua espontaneidade e grandeza.

Quando você atinge iluminação, não se torna uma nova pessoa. Na verdade, você não ganha nada, apenas perde algo: se desprende de suas correntes, de suas amarras, deixa para trás seu sofrimento e vai perdendo outras coisas. A iluminação é um processo de perda.

É como um dançarino que está dançando por um longo tempo: em algum momento apenas a dança permanece e o dançarino desaparece. Esse é um momento de iluminação.

Sempre que “aquele-que-faz” não estiver presente, sempre que o manipulador, o buscador não estiver presente, sempre que não houver pensamentos, ninguém dentro de você, e houver apenas o vazio, o nada... isso será iluminação. (...) A maior liberdade é ser livre de nossa própria mente. . Liberdade de Si Mesmo é a Liberdade Definitiva.

__ (Bhagwan Shree Rajneesh, Osho)

"Estudar o Caminho é estudar a si próprio. Estudar a si próprio é esquecer-se de si próprio. Esquecer-se de si próprio é tornar-se iluminado por todas as coisas do universo. Ser iluminado por todas as coisas do universo é livrar-se do corpo e da mente, de si próprio e dos outros, neste momento, até mesmo os traços de iluminação são eliminados. Vida com iluminação sem traços continua para sempre.”
(Genjokoan)

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